38% das mulheres já sofreram assédio no ambiente virtual

Um estudo inédito mostrou que 38%  das mulheres sofreram algum tipo de violência no ambiente virtual. Os dados são da pesquisa “Além do Cyberbullying: A Violência Real Do Mundo Virtual”.

Por Rebeca Rabêlo

A primeira etapa da pesquisa corresponde ao período entre julho de 2020 e fevereiro de 2021, quando estavam em vigor as medidas de isolamento social e de fechamento de espaços. A outra etapa do estudo foi realizada antes da pandemia de covid-19, entre janeiro de 2019 e março de 202

O estudo analisou mais de 286 mil vídeos, 154 mil menções, comentários e reações na forma de curtidas, compartilhamentos e repercussões que ocorreram em ambientes digitais, e mais de 164 mil postagens de notícias para investigar a violência de gênero na internet.

Outra conclusão da pesquisa relacionada ao período de pandemia é que metades dos casos de assédio envolveram o recebimento de mensagens não consensuais com conteúdo de conotação sexual.

Foi relatado ainda o envio de fotos íntimas e comentários de ódio contra as mulheres. Ex-companheiros são ligados a 84% dos relatos de stalking, que são casos de perseguição praticada em meios digitais.

A pesquisa apurou  também o acesso aos três principais sites de pornografia, que registrou crescimento de 35% durante a pandemia, onde os usuários pesquisaram por vídeos com teor ou alusão à violência e ao assédio contra meninas e mulheres, representando um aumento de 55%.

Estimativas da Organização das Nações Unidas indicam que 95% de todas as ações agressivas e difamadoras na internet têm as mulheres como alvos. Para combater essa violência é necessário reconhecer e agir para combater a violência nas redes, propiciando o debate e criando um ambiente que acolha as mulheres.

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