Assédio em escola do DF causa revolta em alunas

Alunos de um Centro de Ensino Médio (CEM), em Taguatinga, fizeram um protesto contra a prática de assédio por parte de um professor as alunas na escola. Revoltados, os estudantes compartilharam as conversas nas redes sociais. Foram espalhados cartazes pela escola com frases pondo fim ao assédio. O professor tem contrato temporário e foi afastado das atividades e a investigação sem em sigilo.

Um suposto caso de assédio feito por um professor a uma aluna causou a indignação de estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) de Taguatinga. O protesto ocorreu na última sexta-feira.
As conversas publicadas pelos alunos nas redes sociais. Em uma delas, o educador fala para uma adolescente olhar além dos colegas da escola quando estiver interessada em alguém. Em seguida ele é mais objetivo e indica que seja um professor. Ele também fala que gosta de garotas atiradas.

Minutos depois o professor se disponibiliza para ficar com a aluna, mas diz que se ela estiver indecisa, não vai insistir. Em ato de indignação, os estudados espalharam cartazes pela escola e realizaram um manifesto contrários ao ocorrido com as colegas. Uma reunião também foi feita no ginásio do centro de ensino. Diante do caso, a Secretaria de Educação do Distrito Federal afastou o professor Jackson Nascimento, que tem contrato temporário.

A pasta não deu mais informações sobre o que vai ocorrer, pois a investigação do caso segue em sigilo.Em abril deste ano, alunas do Centro de Ensino Médio do Setor Oeste (Cemso). A escola também é pública e fica na Asa Sul, em Brasília. Segundo as estudantes, um professor praticava assédio contra as alunas há aproximadamente 10 anos.

Além dos comentários indevidos, ele acariciava as estudantes deixando-as desconfortáveis. Os abusos eram praticados desde 2013, de acordo com as denúncias. Revoltados com as ocorrências de casos de assédio, os alunos protestaram na escola, solicitando o afastamento do professor. A direção da Cemso, na época, havia informado que o educador não seria afastado, enquanto tudo não fosse esclarecido e confirmado se houve mesmo a prática por parte do professor.

Sobre esse caso, na época, a Secretaria de educação do Distrito Federal, informou ter ouvido os envolvidos nas denúncias, para em caso de necessidade, a corregedoria seja acionada.

Fonte: CB, G1/DF
Francisco Lima

Foto: Reprodução 

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