Combustíveis: Entenda como é composto o preço para o consumidor final

Com o retorno das atividades econômicas após o fim das medidas de restrições ao enfrentamento da covid-19 em 2021, os combustíveis vêm tendo um aumento crescente. 

No começo da pandemia em razão do isolamento social, houve uma expressiva redução nos preços dos combustíveis. Mas com a retomada das atividades econômicas do meio do ano passada para cá, a população tem visto os valores crescerem. Foram vários reajustes em 2021, que refletiram no bolso dos consumidores.

Em 2022, os preços do barril do petróleo no mercado internacional subiram bastante, em consequência das medidas tomadas contra a Rússia e do confronto com a Ucrânia.

E como são formados esses preços? No Brasil, quem domina o mercado dos combustíveis é a Petrobras. A estatal tem forte atuação nos preços da gasolina e diesel.Em razão de ter o petróleo como parte considerável na composição, o diesel é o que mais tem essa influência no valor.

O preço do diesel é composto da seguinte forma:

– 14,7% são da distribuição e revenda;
– 10,4% custo biodiesel, que em 2023 deve chegar à 15%
– 11.7% Impostos Estuais – ICMS
– 63,2% maior parcela fica com a Petrobras

Além de ser a cobrança de imposto federal.

 Já a gasolina tem o a composição do seu peço dessa forma:
– 14,3% para distribuição e revenda
– 13,25% custo etanol anidro – que é misturado à gasolina
– 24,1% imposto Estadual
– 9,5% imposto Federal
– 38,8% fica com a Petrobras

Uma parte considerável do preço da gasolina é composta pelos impostos ICMS, PIS/Pasep e Cofins, que totalizam 33,6% do preço ao consumidor final. Os reajustes nos combustíveis no brasil, ocorrem em consequência dos preços do petróleo no mercado internacional com a retomada da economia e da cotação do dólar.

Em decorrência da Covid-19, houve uma restrição de circulação para evitar a proliferação do vírus. Com isso, caiu o preço do petróleo e na medida que a economia foi sendo reaberta com o retorno das atividades, esse aumento vem sendo crescente.

Essa elevação é sentida aqui no Brasil, porque o dólar é a moeda usada para comercialização do petróleo no mercado internacional. Após ter fechado em alta, em 2021, a moeda vem registrando redução de mais de 5% em 2022.

Fonte: G1
Francisco Lima

Foto: reprodução