Conheça a Comissão de Seleção de longa-metragem do 53º FBCB

O evento será entre os dias 15 a 20 dezembro, com exibição dos filmes pelo Canal Brasil (tevê e streaming Brasil Play)

A Comissão de Seleção de longas-metragens da edição 53ª do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) segue a todo vapor para selecionar as seis produções que vão integrar a Mostra Competitiva do festival exibido de 15 a 20 de dezembro, no Canal Brasil e streaming Brasil Play.

Orientada pelo diretor artístico e curador do FBCB, Silvio Tendler, a Comissão de Seleção analisa 133 longas de 698 obras totais inscritas. Para além de selecionar os filmes que competirão nas mostras deste ano, esses especialistas têm a responsabilidade de promover o debate sobre a produção do audiovisual contemporânea e apontar tendências para os próximos anos.

Conheça aqui o perfil de cada um dos membros da Comissão de Seleção dos filmes de longa-metragem da Mostra Competitiva Oficial do 53° FBCB.

André Luiz Oliveira (presidente)

Em Brasília desde 1991, a trajetória do cineasta, roteirista e músico baiano se funde com a própria história do festival mais emblemático do país. Em 1969, aos 21 anos, saiu consagrado do evento com três prêmios especiais, entre eles, o Prêmio do Júri Popular e o Margarida de Prata da CNBB, por “Meteorango Kid – O Herói Intergalático”.

Voltaria à mostra em 1975, com “A Lenda de Ubirajara” (prêmios de Roteiro e Especial do Júri), e em 1994, com “Louco Por Cinema”, primeiro filme brasiliense a arrebatar os principais Candangos da competição: Filme e Direção.

Também é diretor de “Sagrado Segredo” (2011), “Ziriguidum Brasília – A Arte e o Sonho de Renato Matos” (2014), “O Outro Lado da Memória” (2019) e “Mito e Música – A Mensagem de Fernando Pessoa” (2020), realizado em parceria com a filha, Rama Oliveira.

Atualmente, trabalha em roteiros e finaliza seu mais recente projeto, “Ecos do Silêncio”. Paralelamente à carreira cinematográfica, atua como músico e terapeuta no tratamento de crianças com autismo.

Adriana L. Dutra

A carioca Adriana L. Dutra é cineasta, roteirista, produtora e fundadora do Grupo Inffinito, responsável pela idealização e produção do Circuito Inffinito de Festivais, composto por festivais de cinema brasileiro em 10 cidades pelo mundo, como Miami, Nova York, Londres, Barcelona e Vancouver.

É diretora do Fórum dos Festivais, e ainda coautora do maior festival de cinema brasileiro no exterior, o “Brazilian Film Festival of Miami”. Entre suas obras recentes, estão os longas documentais “Sociedade do Medo”, “Quanto Tempo o Tempo Tem” e “Quero Botar Meu Bloco na Rua”.

Para a tevê, realizou os projetos “Opção Lage”, “Sons Brasilis”, “Transgente” e “Opção América”, que narra a realidade de latino-americanos em busca de uma vida melhor nos EUA. Integrou a comissão do Oscar 2019 no Brasil, além do Júri do Prêmio Netflix e da Comissão do Prêmio Goya no Brasil em 2018.

Anne Celestino Mota

A pernambucana Anne Celestino Mota se descobriu trans aos 12 anos, quando viu pela internet um documentário sobre o tema. Dali em diante, acendeu dentro de si o desejo de ser artista e não desistiu. A primeira plateia conquistada foi a dos familiares, para quem cantava, dançava e encenava já aos nove anos.

O teatro seria uma realidade por ser não apenas importante espaço de representatividade, mas por impactar positivamente a vida de outras pessoas. Em 2016, um novo desafio. A criação, no Youtube, do canal “Transtornada”, vitrine onde uniu a causa trans e a arte.

O reconhecimento como atriz aconteceria como protagonizando da comédia “Alice Júnior”, com o qual venceu o Troféu Candango de Melhor Atriz na 52ª edição do FBCB. Neste mesmo ano de 2019 conquistaria ainda o troféu de Melhor Atriz no Festival MIX. Este ano, o filme “Alice Júnior” estreou internacionalmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Luiz Carlos Lacerda (Bigode)

Poeta, roteirista, produtor e diretor, Luiz Carlos Lacerda – o “Bigode” -, estreou no cinema com o curta “O Enfeitiçado – Vida e Obra de Lúcio Cardoso” (1968), atração da 4ª edição do FBCB. Textos do escritor mineiro de alma carioca norteariam ainda, “Mãos Vazias” (1971), “Introdução à Música do Sangue” (2015) e “O Que Seria Deste Mundo Sem Paixão?” (2020). Também dirigiu “O Princípio do Prazer” (1979), “Leila Diniz” (1987) – Prêmio Júri Popular no FBCB de 1987-, “For All – O Trampolim da Vitória” (1997) e “Viva Sapato!” (2004).

Foi assistente em seis trabalhos do mestre Nelson Pereira dos Santos, que lhe deu o carinhoso apelido. Dirigiu, produziu e roteirizou cerca 30 documentários sobre nomes de peso da cultura brasileira, como Oduvaldo Viana Filho, Mário Faustino e Maria Della Costa.

Foi Produtor Executivo de novelas na TV Globo e professor de Cinema da Universidade Estácio de Sá (RJ), Escola de Cinema Darcy Ribeiro (RJ) e Escuela Internacional de Cine e TV (Cuba). Desde 2014, é Consultor dos graduandos de Cinema da Faculdade de Artes do Paraná. Realizou diversas séries para o Canal Brasil, como a recente “Rua do Sobe e Desce, Número Que Desaparece”.

Tânia Montoro

Graduada em Educação e Ciências Sociais, com especialização em Política Social pela Universidade de Brasília (UnB), a professora e pesquisadora Tânia Montoro coordenou seminários marcantes em edições do FBCB, como “O Cinema Brasileiro Pensado no Estrangeiro”, “Da Juventude Transviada à Juventude Plugada”, “Cinema e Literatura no Brasil” (A Hora de Clarice), “Cinema em Todos os Sons” (documentários musicais) e os “50 Anos de Cinema na Capital”.

Mestre em Comunicação pela UnB e em Social Mobilisation and Comunication pela Tulane University (New Orleans), também é PHD em Comunicação, Audiovisual e Publicidade pela UAB (Barcelona) e tem pós-doutorado em cinema e televisão pela Universidade do Rio de Janeiro e Deutsch Film (Alemanha).

Criou e coordenou a linha de pesquisa em Imagem, Som e Escrita do Doutorado e mestrado da UnB, onde também é pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre violência. Desempenha ainda a função de consultora dos órgãos internacionais Unifem, Unesco, Unicef, Pnud e OIT.

* Com informações da Seretaria de Cultura e Economia Criativa  

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