Conta de água no DF vai ficar mais barata para quem consome menos e mais cara para quem usa mais

Adasa divulgou novo modelo de cálculo nesta segunda-feira (2). Entenda mudanças.

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) anunciou, nesta segunda-feira (2), mudanças no cálculo da conta de água para moradores de Brasília.

Com a nova regra, consumidores que utilizam até 7 metros cúbicos (7 mil litros) de água por mês vão passar a pagar menos do que o valor atual. Já os imóveis que consomem mais do que essa quantidade ficarão com a conta mais cara.

A resolução da Adasa, publicada no Diário Oficial do DF desta segunda, afirma que a medida começa a valer no dia 1º de janeiro de 2020. A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), no entanto, diz que tenta adiar esse prazo para junho do ano que vem.

O que muda

As mudanças no cálculo da conta de água são resultado de um projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa do DF (CLDF) no ano passado, que extinguiu a tarifa mínima das faturas da Caesb.

No regime antigo, imóveis com baixo consumo de água eram obrigados a pagar uma taxa mínima, de R$ 29,50, equivalente a 10 mil litros de água. O projeto acabou com essa obrigatoriedade e determinou a criação de um novo cálculo.

O modelo apresentado pela Adasa traz um valor fixo, que deve ser cobrado de todas as unidades consumidoras, e um valor variável, que fica mais caro à medida em que o consumo cresce (veja tabela abaixo).

Veja exemplos

Unidades residenciais com consumo até 7 metros cúbicos precisam pagar

  • R$ 8 de taxa fixa +
  • R$ 2,99 para cada mil litros de água consumidos

Unidades residenciais que consomem mais de 14 metros cúbicos por mês

  • R$ 8 de taxa fixa +
  • R$ 23,87 para cada mil litros de água consumidos

Unidades residenciais que consomem entre 0 e 7 metros cúbicos

  • Redução entre 7,95% e 74,55% no valor da contas

Unidades que utilizarem mais do que 7 metros cúbicos por mês

  • Acréscimos de pelo menos 3,47% na conta

Para o consumo de 40 metros cúbicos, por exemplo, a conta fica 17% mais alta (veja tabela abaixo).

‘Equilíbrio’

Endereços não residenciais (comércio, indústria e poder público) funcionarão com a mesma lógica, mas com valores diferentes. Os beneficiados com a tarifa social, garantida para famílias com renda per capita entre R$ 0 e R$ 178, pagarão a metade das taxas residências regulares.

O presidente da Adasa, Paulo Salles, em entrevista — Foto: TV Globo/Reprodução

Segundo o presidente da Adasa, Paulo Salles, o novo modelo é necessário para trazer equilíbrio.

As pessoas que consomem mais, vão ter uma elevação no preço. É preciso entender que nós precisamos manter o equilíbrio. E hoje a estrutura é totalmente desequilibrada. As pessoas que pagam menos acabam financiando o resto

“Nós estamos mudando com essa nova esturutra para um modelo mais justo em que aqueles que consomem menos pagam menos é aqueles que consomem mais pagam mais. E é claro minha gente que nós não vamos invabilizar as atividades econômicas, nem a atividade de cada um nas suas casas”, afirma Salles.

O que diz a Caesb

Após a divulgação do novo modelo no cálculo, a Caesb divulgou nota informando que enviou projeto de lei à Câmara Legislativa para que o regime passe a ser adotado apenas em 1º de junho de 2020.
Segundo a empresa, “esse prazo de seis meses é necessário para adaptar o sistema de emissão de contas da Caesb aos novos critérios”.

Ainda de acordo com a empresa, a medida “garantirá a segurança da implantação da nova metodologia, ao conceder o prazo para as adaptações e correções exigidas pela nova fórmula de cálculo. Com isso, evitam-se distorções nas faturas e assegura a cobrança de água em valores mais justos”.

Na nota, a empresa afirma ainda que o projeto de lei deve ser analisado na CLDF nos próximos dias.

G1 DF e TV Globo

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