DF: mulheres vítimas de violência terão dois abrigos no Plano

Codhab abrirá as portas de dois apartamentos de três quartos em Brasília para acolhimento e proteção de mulheres agredidas e ameaçadas

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) vai disponibilizar dois apartamentos no Plano Piloto para o acolhimento e proteção de mulheres vítimas de violência.

O órgão assinará convênio com a Polícia Civil para abrir as portas das unidades de três quartos. O objetivo da medida é ajudar no combate aos casos de feminicídios e agressões no DF.

“Essa questão da mulher é muito urgente. Muitas se sentem constrangidas de fazer a denúncia porque não têm para onde ir”, afirmou o presidente da Codhab, Wellington Luiz.


A companhia gastava dinheiro com a manutenção das unidades, sem gerar qualquer resultado. Juntos, os apartamentos geravam uma despesa de R$ 1 mil por mês para a estatal.

“Por questões judiciais, esses imóveis não podem ser vendidos para que os recursos sejam aplicados na habitação popular do GDF. Então, a Codhab resolveu disponibilizá-los para cumprir um papel social”, explicou.

As tratativas com a Polícia Civil para a disponibilização dos imóveis ao programa de proteção a mulheres vítimas de violência estão avançadas.

“Nesses apartamentos a polícia terá melhores condições e monitoramento e socorro”, pontuou o presidente do órgão. A intenção da companhia é selar um termo de cessão para o uso social dos imóveis.

Para facilitar a transição, a Codhab continuará arcando com as despesas de condomínio, energia e água. “Até para que o processo seja mais célere”, arrematou.

“A gente acredita que pode abrigar um número considerável de mulheres e famílias”, comentou. Uma unidade, por exemplo, está completamente mobiliada.

Do ponto de vista de Wellington, a destinação das mulheres ficará a cargo da Delegacia Especial de Atendimento da Mulher (Deam). Por questão de segurança, os endereços foram mantidos em sigilo.

Francisco Dutra / Metrópoles

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