Educa-DF: professores mapeiam alunos que ainda não estão na plataforma

O retorno das aulas será dia 29 e ainda faltam alunos no novo sistema. Escola em Casa vai reunir os 460 mil estudantes da rede pública

 

As escolas da rede estão na linha de frente do trabalho para trazer os estudantes da rede pública para a as aulas mediadas na plataforma Google Sala de Aula. Gestores e professores iniciaram esta semana em grandes reuniões com os pais, mães, responsáveis e com os próprios estudantes em um esforço de convencimento sobre as qualidades de estudar pela Internet enquanto as aulas presenciais, o modelo tradicional de ensino-aprendizagem, não puderem ser retomadas. Agora eles começam a mapear quem entrou ou não na plataforma, de forma a fazer mais um esforço de ingresso ou então ofertar as demais alternativas do Escola em Casa DF, programa feito pela Secretaria de Educação para o enfrentamento da pandemia.

“Há um evidente esforço dos estudantes. Eles estão fazendo os e-mails @estudante que os habilitam a participar do Escola em Casa DF e aceitando os convites automáticos enviados pelo Google Sala de Aula, mas como é a primeira vez, é natural que muitos tenham dificuldades e trazer estes em dificuldades é nosso objetivo mais importante”, informa Mônica Torreão, professora de História de 180 alunos de seis turmas do ensino médio da escola cívico-militar CED 3 de Sobradinho. Ela está mapeando quem não entrou para resolver o problema junto com a equipe diretiva. “O programa é inclusivo, nós professores estamos nos empenhando para ninguém ficar de fora”, completa. Ela calcula que a adesão está boa para este terceiro dia de acolhimento e informa que mais de 80% dos seus estudantes estão conectados à plataforma.

 

É a primeira vez, com algumas exceções, que gestores, professores, servidores, estudantes e familiares estão lidando com o sistema de aulas mediadas. Por isso os professores estão debruçados solucionando os problemas naturais apresentados pelos estudantes. Muitos deles entram na plataforma e partem diretamente para as atividades sem ler as instruções apresentadas pela plataforma, uma ansiedade natural que será resolvida com o uso da plataforma.

Tudo é simples e intuitivo, mas a comunidade escolar é grande, com números superlativos. Por isso, enquanto os professores e equipes diretivas atuam na ponta, diretamente no contato com os estudantes e seus familiares, o Escola em Casa DF oferece muitas frentes facilitadoras dos acessos. Supondo que cada um dos “habitantes” da rede pública faça parte de uma família com até quatro pessoas, chega-se a 2,3 milhões de “moradores”, colocando a comunidade escolar distrital entre cidades como Belo Horizonte, o 6º maior município do país, e Manaus, o 7º, com mais de 2 milhões de habitantes.

Plataforma 

A diretora do Centro de Ensino Fundamental 306 Norte, Ana Paula Salim Bastos de Lima Santos, conta que a gestão da unidade realizou reunião com quase 200 famílias na segunda-feira, esclarecendo os benefícios do uso da plataforma.

“Tiramos dúvidas, repetimos tudo diversas vezes, sempre que preciso, para que todos fixassem bem as informações. Mostramos todo o funcionamento por meio de um aplicativo de celular. Um pai ajudou o outro, formando uma corrente emocionante, ficamos todos, nós e as famílias, muito animados”, conta Ana Paula.

Os familiares compreenderam que o ensino mediado é a alternativa para os estudantes conseguirem concluir o ano letivo 2020, até que as condições impostas pela pandemia permitam a retomada presencial, efetivamente reconhecidas pela Secretaria como a melhor forma para o aprendizado. O Escola em Casa DF oferece três opções de aulas mediadas – TV, Internet e material impresso, embora a plataforma seja o meio mais completo, porque proporciona mais opções de aulas, com vídeos, correção rápida de deveres e sobretudo interação virtual com os professores.

Informações

Os estudantes que tiverem problema devem procurar primeiramente a unidade escolar onde estão matriculados. As escolas estão preparadas para auxiliá-los. Além disso, estão disponíveis no site da Casa as instruções para o primeiro acesso e geração do token, inclusive para o cadastramento de e-mail secundário e recuperação de senha.

Além desses caminhos, há outras possibilidades. As informações podem ser encontradas também no endereço que dá acesso direto à plataforma Google Sala de Aula. Se mesmo assim persistirem as dificuldades de acesso, os estudantes podem telefonar para a central 156, opção 2 ou para as regionais de ensino, que estão realizando atendimento por e-mail . Por fim, as dúvidas podem ser solucionadas com uma consulta à página do Escola em Casa DF, lançada pela Secretaria nesta segunda-feira.

Primeiro acesso

Para acessar pela primeira vez o Google Sala de Aula, basta acessar a plataforma. O estudante terá de criar um e-mail formado pelo primeiro nome + código de estudante + @estudante.se.df.gov.br. Não devem ser utilizadas letras maiúsculas, acentos gráficos ou caracteres especiais. Caso o nome seja composto, como José Alberto, por exemplo, deve ser utilizado apenas o primeiro nome, José.

O código do estudante, que tem entre 1 e 6 dígitos, pode ser encontrado no canto superior esquerdo do boletim escolar do ano anterior, onde está escrita a sigla “COD”. Caso o estudante tenha ingressado na rede em 2020, é necessário ligar para a Central 156, opção 2, e informar os dados pessoais para geração do código do estudante.

Assim que o e-mail for criado, será gerado um token de 1° acesso, que é um código habilitando o estudante para o primeiro acesso à plataforma. Após o primeiro acesso com o token, deverá ser criada uma nova senha, definitiva, que deverá ser guardada ou memorizada para as próximas vezes. É importante utilizar uma senha forte com pelo menos oito caracteres, letras maiúsculas e minúsculas e caracteres especiais. Em seguida, já será possível ter acesso ao conteúdo disponibilizado pelos professores.

 

* Com informações Secretaria de Educação

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