Medicamento para asma alérgica grave chega aos pacientes do SUS

Omalizumabe é um medicamento biológico indicado para o tratamento de asma alérgica grave

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Público de Saúde (Conitec) aprovou a incorporação do omalizumabe, medicamento biológico produzido pela Novartis para o tratamento da asma alérgica grave. Com essa aprovação, o omalizumabe será disponibilizado nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes que não reagem aos outros medicamentos disponíveis na rede pública.

Após consulta pública realizada ao longo do mês de setembro de 2019, que contou com a contribuição de pacientes, familiares, especialistas e profissionais de saúde, a decisão favorável à incorporação do medicamento no SUS foi publicada em 27/12/2019 como portaria do Ministério da Saúde.

O omalizumabe atua bloqueando uma substância chamada imunoglobulina E – também conhecida como IgE. A IgE é produzida em pessoas geneticamente predispostas a ter alergias, quando entram em contato com alérgenos da poeira, como ácaros e fungos, bem como pelos de animais, entre outros. Esses alérgenos são os principais causadores da asma alérgica.

“A entrada de omalizumabe na rede pública de saúde representa um incremento fundamental no arsenal de medicamentos disponíveis para o tratamento da asma grave por atender a um perfil de paciente que necessita de uma abordagem terapêutica diferenciada. Oferecer a essa população um tratamento inovador e seguro, cujo custo-benefício assegura o melhor controle da doença, é um ganho para toda a sociedade”, destaca Zuleide Mattar, pneumologista e presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA).

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que limita a respiração de adultos e crianças. Sua incidência é bastante alta: estima-se que ao menos 300 milhões de pessoas têm asma em todo o mundo. Anualmente, 250 mil pacientes morrem vítimas da doença.

No Brasil, aproximadamente 20 milhões de brasileiros sofrem com a doença. Dados do Ministério da Saúde revelam cerca de 350 mil internações hospitalares por ano, via SUS, por conta de complicações relacionadas à doença.

Metrópoles

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