Ministério da Saúde sofre ataque hacker mas garante segurança de informações

Por Ernandes Almeida 

O Ministério da Saúde, na madrugada de sexta-feira, sofreu uma invasão virtual que comprometeu temporariamente alguns sistemas. A pasta, apesar do incidente, já garantiu que não houve perda de informações.

 “Os dados internos dos sistemas foram copiados e excluídos. Nos contate caso queiram o retorno dos dados”. Essa foi a mensagem de ameaça deixada pelos hackers.

Além da página principal do ministério, saude.gov.br, outros portais geridos pela pasta, como o ConecteSUS (conectesus.saude.gov.br) e o Portal Covid (covid.saude.gov.br), também saíram do ar, assim como os aplicativos de telefone.

A Pasta, no próprio dia do ataque virtual, informou por meio de nota, sobre a invasão que comprometeu temporariamente os seguintes sistemas:

–  e-SUS Notifica;

– Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI);

– ConecteSUS;

– Certificado Nacional de Vacinação Covid-19;

-Carteira Nacional de Vacinação Digital.

Em novo comunicado oficial, dois dias depois da invasão de hackers, o Ministério da Saúde garantiu que o processo para recuperação dos registros dos brasileiros vacinados contra a Covid-19 foi finalizado e sem perda de informações.

Congressistas de oposição ao governo de Jair Bolsonaro foram às redes sociais no mesmo dia da invasão com teorias e questionamentos sobre a motivação dos hackers para atacar o órgão federal.

Os hackers afirmaram ter obtido 50 terabytes de informações. O grupo disse ainda sobre negociação desses dados, que normalmente acontece com o pagamento de um resgate em criptomoeda.

Esta não é a 1ª vez que este tipo de invasão ocorre em páginas do governo brasileiro. A rede interna da Secretaria do Tesouro Nacional foi alvo de um ataque semelhante em agosto passado. Na ocasião, o Ministério da Economia informou que a ação não causou danos.

Ainda de acordo com nota oficial do Ministério da Saúde, o Gabinete de Segurança Institucional e a Polícia Federal foram acionados para apoiarem nas investigações.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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