MPDFT investiga vazamento Operação Tenebris

O ministério Público do Distrito Federal apura vazamento de informações da Operação Tenebris.

Troca de mensagens entre suspeitos indica que eles sabiam da apuração dos promotores. André Clemente, atual conselheiro do Tribunal de Contas,é um dos alvos da ação que investida o Brasília Iluminada.

Após descobrir o vazamento de informações sigilosas relacionadas à primeira etapa da Operação Tenebris, ocorrida em 25 de janeiro, a 1ª Vara Criminal de Brasília autorizou novas medidas de busca e apreensão.

A ação investiga possíveis superfaturamento no Brasília iluminada. A decoração de Natal montada na Esplanada dos Ministérios custou cerca de R$ 14 milhões de reais, e foi realizada com verba de emendas parlamentares, e Clemente era o responsável pelas negociações.

Com a análise do conteúdo dos telefones dos investigados, apreendidos nas casas, escritórios e gabinetes, os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial ao Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encontraram mensagens suspeitas relacionadas à investigação sobre o Brasília Iluminada antes dela ser divulgada.

Por se tratar de uma operação sigilosa, apenas os responsáveis pelas investigações no âmbito do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) tinham acesso aos autos.

Mesmo assim, as mensagens trocadas entre o conselheiro André Clemente, o presidente do Instituto Idheias, Geraldo Marcelo Soares Sanches, e a e chefe de gabinete de Clemente, Edileide Oliveira Santos, mostram que informações estratégicas da operação vazaram.

Em uma das conversas obtidas pelos promotores de justiça no telefone de Geraldo Sanches, André Clemente envia o número do processo sob sigilo e que a tramitação sequer aparece no andamento do processo.

Em determinado momento, Clemente diz a Sanches, que ele deveria contratar um advogado para sua defesa, embora, segundo ele, não houvesse qualquer irregularidade no contrato do Brasília Iluminada.

O pedido das medidas cautelares foi ajuizado pelo MPDFT em 24 de dezembro, ainda durante o recesso do judiciário. Chegou no presidente do TJDF, Romeu Gonzaga Neiva, que alegou competência da primeira instância e foi despachado pela juíza Ana Claudia Loyola, da 1ª Vara Criminal de Brasília.

Em outro momento, Edileide, assessora de Clemente, envia mensagem para Sanches demonstrando preocupação com o vazamento do conteúdo da conversa entre os dois. Em outro trecho, Sanches envia para Edielide um levantamento sobre as emendas parlamentares do Deputado Distrital Leandro Grass (Rede) e diz que ele também deveria ser alvo de busca e apreensão.

Foi Leandro Grass que apresentou junto ao Ministério Público do DF a suspeita de irregularidade na liberação emendas parlamentares para realização do Brasília Iluminada, que somaram R$ 14 milhões.

*Por Francisco Lima

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