Números registram queda de trotes telefônicos ao SAMU

Por Luiza Frazão

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência contabilizou, até o final de outubro, 16 mil e 563 ligações classificadas como trote.

Levando em consideração dados de 2017, quando foram registradas 67 mil e 808 ligações desnecessárias, houve uma diminuição de 75,57 por cento. Mesmo com a queda nos registros, a brincadeira de mau gosto pode prejudicar quem precisa de um atendimento emergencial.

Uma vez que a ligação é recebida via telefone 192, a Central de Regulação vai cadastrar identificar uma viatura disponível, preparar esse recurso, disparar e monitorar a viatura até a chegada ao paciente. Há todo um processo de trabalho e logística envolvido para atender os chamados.

Segundo o Samu, há um processo de perturbação que realmente não só acaba atribuindo a atividade desses profissionais dentro da nossa central que deveriam dedicar suas atividades única e exclusivamente para aqueles pacientes que têm necessidade, como de fato, pode acabar resultando no envio, no disparo de um recurso sem que haja um paciente em necessidade.

Mesmo que o trote seja reconhecido ainda pelo atendente, há um prejuízo que deve ser considerado. Isto é, o tempo que é gasto naquela operação acaba mantendo um paciente que precisa de uma orientação ou que precisa de um recurso móvel avançado, básico, helicóptero ou moto, aguardando pelo atendimento mais do que deveria.

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