‘Podemos acabar com a fase aguda da pandemia em 2022’, diz OMS

Organização apresentou medidas a serem tomadas pelos países para pôr fim à emergência global; plano foca em aumentar taxa de vacinação

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou nesta segunda-feira, 24, que é “possível acabar com a fase aguda da pandemia da Covid-19” ainda em 2022. A variante Ômicron infecta cerca de 100 pessoas a cada 3 segundos. Em relação a mortes, um óbito pela variante é registrado a cada 12 segundos. Apesar disso, o diretor-geral acredita que existem estratégias e ferramentas suficientes para encerrar a fase aguda da pandemia este ano. Adhanom enfatiza, no entanto, que é “perigoso” supor que a Ômicron será a última variante ou que estamos no “final do jogo”. “Globalmente, as condições são ideais para que surjam mais variantes. Para mudar o curso da pandemia, devemos mudar as condições que a impulsionam”, disse Adhanom.

“É verdade que vamos conviver com a Covid-19 em um futuro próximo, e precisamos aprender a administrá-la com sistemas sustentáveis e integrados para o controle de doenças respiratórias agudas. Mas aprender a conviver com a Covid não significa lhe dar liberdade total, não pode significar aceitar as atuais 50 mil mortes por semana por uma doença que é previsível e tratável”, defendeu o diretor-geral. “É difícil e não há respostas fáceis, mas a OMS continua trabalhando nacional, regional e globalmente para fornecer as evidências, as estratégias, as ferramentas e o apoio técnico e operacional de que os países precisam. Se os países usarem todas essas estratégias e ferramentas de maneira abrangente, podemos acabar a fase aguda da pandemia este ano. Podemos acabar com a Covid-19 como uma emergência de saúde global e podemos fazer isso este ano”, declarou.

Como medidas, a OMS sugere que cada país se comprometa a vacinar 70% da população de todos os países, com foco nos grupos de maior risco; reduzir a mortalidade por meio de um forte manejo clínico, começando com cuidados primários de saúde e acesso equitativo a diagnósticos, oxigênio e antivirais no ponto de atendimento; aumentar a testagem e sequenciamento globalmente para rastrear o vírus de perto e monitorar o surgimento de novas variantes; capacidade de calibrar o uso de medidas restritivas sociais e de saúde pública quando necessário; e manter os serviços essenciais de saúde.

Tedros Adhanom enfatizou que a vacina por si só não é o “bilhete dourado” para o fim da pandemia, “mas que não há saída a menos que se alcance a meta compartilhada de vacinar 70% da população de todos os países até meados deste ano”. “Temos um longo caminho a percorrer. Simplesmente não podemos encerrar a fase de emergência da pandemia, a menos que preenchamos essa lacuna. Mas podemos superá-la, e estamos progredindo”, finalizou o diretor-geral.

Por: Redação 

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