Santa Maria abre o ano letivo com escolas renovadas

Repasses do GDF e de emendas destinadas por deputados distritais garantem início das aulas com melhor infraestrutura 

JÉSSICA ANTUNES, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

Os colégios públicos de Santa Maria aproveitam a última semana de férias escolares para finalizar os reparos nas estruturas. A meta é que na segunda-feira (10) os alunos entrem em ambientes melhores, com pintura nova, problemas sanados e reformas concluídas. De mudanças no visual até troca de rede elétrica, recursos do GDF e de emendas parlamentares garantem a execução desses serviços. Na cidade, a gestão ainda pretende findar dívidas e evitar novos débitos.

No segundo semestre de 2019, a Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Santa Maria foi beneficiada, no âmbito do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), com recursos da ordem de R$ 213.935,12 para despesas de capital. A verba foi usada para manutenção da máquina pública. A coordenação também recebeu R$ 237 mil para despesas de custeio, além de R$ 1,07 milhão para as 29 unidades de ensino.

Os recursos do Pdaf e os destinados diretamente a despesas das escolas e CREs asseguram condições para manter o funcionamento e fazer pequenos reparos. Já os recursos de emendas parlamentares são descentralizados ao longo do ano e permitem reparos mais robustos.

Preservação do patrimônio

Na Escola Classe 206, os recursos destinados por deputados distritais permitiram intervir na parte elétrica. “Foi uma das ações que geraram grande impacto, e [era] muito necessária”, informa o coordenador da regional, Augusto César. Ele conta que a estrutura jamais havia passado por intervenção e, na iminência de um incêndio por curto-circuito, foi completamente trocada.

A coordenação mantém o controle de demandas, urgências, recursos e gastos de todos os colégios. Verbas que chegam à regional para serem repassadas recebem avaliação de necessidade, a fim de equilibrar a situação entre as escolas. “Um ambiente escolar limpo, organizado, em funcionamento perfeito, é agregador. O estudante se sente bem, o professor trabalha melhor”, afirma o gestor.

Na cidade, ainda há trabalho de conscientização com os alunos para que seja reforçada a consciência de preservação do patrimônio. Com os diretores, o esforço é controlar os gastos, sanar dívidas e não adquirir novas. Esse trabalho de gestão é reforçado, incentivado e cobrado pela regional para que ninguém gaste mais do que pode.

Reparo após décadas 

Em 2019, o Caic Albert Sabin recebeu R$ 106.412 mil em repasses do GDF, em duas parcelas de Pdaf e repasses da regional de ensino. Além disso, a instituição garantiu R$ 54.719, por meio de emendas parlamentares. Dessa forma, foi possível melhorar a escola para a recepção dos alunos neste ano letivo, com obras como pintura do parquinho, reforma de banheiros infantis e a construção de uma casa de rabisco e de uma área molhada, com oito duchas, que vai aliviar o calor na época da seca.

Com quase 30 anos de fundação, o Caic Albert Sabin nunca havia passado por uma reforma nas janelas; problema foi resolvido | Fotos: Joel Rodrigues / Agência Brasília

Fundada há quase 30 anos, a escola nunca havia recebido reforma nas 250 janelas e 19 portas das salas de aula. Para disfarçar a estrutura podre, elas eram cobertas com papéis coloridos. Agora, graças a emendas parlamentares, ganharam novas placas de madeira e pinturas. No comando há duas décadas, a diretora Adalvany Araújo comemora a reforma da caixa d’água, feita por meio de recursos da Secretaria de Educação (SEE). “Quando entrei, [o conserto das janelas] já era demanda”, revela.

“Esses recursos extras são de extrema importância”, destaca a diretora. “Permitem que façamos ajustes para que a escola funcione da melhor forma possível”. Ela garante que até os pequenos reparos fazem diferença ao iniciar o ano letivo. “Às vezes não parece ser muito, mas [a ação] interfere na satisfação dos professores e estudantes.” Ali, são 1.100 alunos divididos em 59 turmas.

Melhorias progressivas

Na Escola Classe 218, R$ 20 mil foram investidos na instalação cerâmica das paredes das 15 salas de aula, que comportam 672 estudantes divididos em 30 turmas. A obra, custeada com recursos da regional de ensino, foi concluída no fim de janeiro e, além de prevenir sujeiras, ainda ajuda a reduzir a temperatura nas aulas.

Com emendas parlamentares, a unidade também ganhou três bebedouros elétricos, além da reforma de banheiros de professores e de alunos especiais. O Pdaf propiciou pintura de espaços da escola e custeio do dia a dia. O programa GDF Presente, por sua vez, fez o calçamento de toda a lateral da escola.

“Eu me desdobro, mas não teria conseguido tudo isso se não fossem esses recursos a mais que a gente recebe”, valoriza o diretor Manoel dos Santos, que, conhecido como Tatá, atua como gestor do colégio desde 2012. “Todos os anos conseguimos uma novidade. A gente gosta de ver as coisas arrumadas e já vamos sonhando com as necessidades, melhorias que podem ser feitas. É um vício bom, de ver a escola cada vez melhor.”

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