Varíola dos macacos causa coceira dolorida que provoca lesões

Epidemiologistas alertam que a enfermidade pode chegar ao Brasil em pouco tempo

Quem foi infectado pela varíola dos macacos fica com a pele coberta por uma erupção cutânea desagradável. E não é de hoje o registro da enfermidade, essas imagens, por exemplo, são de 1970 de crianças com a infecção viral, fotografadas na atual República Democrática do Congo.

E há casos mais antigos ainda! É que o vírus da varíola-dos-macacos foi descoberto pela 1ª vez em 1958 quando 2 surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em macacos de laboratório mantidos para investigação. Daí o nome da doença.
Normalmente limitada a África, o surto está agora a espalhar-se pelo mundo.

Casos suspeitos ou confirmados já foram identificados nos Estados Unidos, Canadá e vários países europeus.No dia 7 de maio, por exemplo, a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido, foi a primeira autoridade sanitária na Europa a denunciar publicamente um caso de varíola dos macacos, identificado num indivíduo proveniente da Nigéria. Desde então, foram confirmados pelo menos nove casos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas da varíola comum começam geralmente com mistura de febre, dores de cabeça, dores musculares, dores nas costas, calafrios, exaustão e gânglios linfáticos inchados.

Este último sintoma é tipicamente o que ajuda os médicos a distinguir a varíola dos macacos da varicela ou varíola. Já a erupção cutânea aparece geralmente um a três dias mais tarde da infecção e muitas vezes começa no rosto antes de atingir outras partes do corpo.

A Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido recomenda especial atenção as lesões nos órgãos genitais. Não existe atualmente nenhum tratamento específico recomendado para a varíola dos macacos, já que geralmente desaparece sozinha. A doença dura normalmente de duas a quatro semanas e os sintomas podem aparecer em qualquer lugar entre cinco a 21 dias após a infecção.

Em relação a mortalidade, é mais elevada entre crianças e adultos jovens, e os indivíduos imunodeprimidos estão especialmente em risco de doença grave. A OMS já disse que não há urgência em imunizar as pessoas em massa para conter o surto da enfermidade.

Por: Ernandes Almeida

Fontes: CB, Yahoo, Istoé, Agência Brasil

Foto: Reprodução

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